sexta-feira, 26 de agosto de 2011

UTOPIA ANUAL

É , basta se aproximar as eleições e todo mundo fica bonzinho, competente, as obras surgem, as promessas e boa vontade entram em erupção.

Há pouco tempo quem era situação defendia com unhas e dentes as decisões oriundas do executivo,independentemente se eram boas ou más para a população, não criticavam secretárias , nem secretarias.

Hoje o discurso mudou, pois muda de acordo com a conveniência e falta de participação política da sociedade.

Ao ponto de rasgarem elogios aos vereadores de oposição.

Há quem diga que estão todos juntos, pensando e lutando para o bem da sua cidade, estado, nação...

Ouso a parodiar a jornalista Rachel Sheherazade que em seu programa afirmou que o carnaval deveria ser todos os dias, porque no carnaval aparece estrutura na área de segurança, limpeza, saúde... Lembro-me bem que quando é carnaval a entrada da cidade é consertada, a avenida principal recebe um recapeamento no asfalto, depois... um ano inteiro de buracos e prejuízos.

Queria que as eleições fossem todos os anos, porque as promessas estariam bem recentes, políticos que perdem eleições, ficariam em sua cidade lutando pelo bem comum, deputados aqui votados utilizariam seus carros para ajudar as pessoas, continuariam a promover o esporte no interior com torneios, a fome seria aliviada com a grande quantidade de cestas básicas distribuídas e vereadores estariam mais próximos das comunidades e do povo.

Os maus se tornariam bonzinhos com apertos de mãos e sorrisos contagiantes...

Assim todos pensariam somente em lutar pelo bem do município.

Everton Freitas

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

17 de Agosto de 2011


È, hoje estou um ano mais velho e procurei algo em que pudesse escrever.

Antes, procurava o papel extraído da celulose, hoje busco um arquivo do Word..

È assim... o tempo passa, as coisas mudam, nós mudamos.

Há pouco tempo estava eu brincando no meio da rua, com uma bola, com uma bila, ou mesmo sem nada, pois a vida para a criança já e uma brincadeira, um sonho... Uma imaginação.

Mudei bastante, mas hoje continuo brincando, agora com as palavras, com o sorriso, com a vida... Levando a sério essa brincadeira, ora falando verdades, ora falando asneiras.

E assim vou seguindo... Continuo imaginando, sonhando, levando a vida, na brincadeira...Como disse Jesus:

Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe.

Obrigado Deus, pois me desses muito mais do que pude imaginar...

Parabéns Jesus

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seis pontos na escala Richter , Zero na escala da competência e Dez como Plateia


Seis pontos na escala Richter , Zero na escala da competência e Dez como Plateia

Ainda dizem que no Brasil não existem grandes terremotos. Discordo totalmente dessa afirmação, pois aqui em Aracati-CE, desde o inicio das obras do saneamento, os transtornos e as conseqüências trazidas pela referida obra são similares a um grande terremoto. Casas têm suas estruturas danificadas, calçadas são destruídas, as ruas estão intransitáveis, automóveis são dilacerados, verdadeiras crateras são abertas e passam meses nesse estado.Além do que , eletrodomésticos são avariados pelas fortes descarga s elétricas provocadas pelos equipamentos utilizados na obra . Pessoas são gravemente acidentadas, sem contar com os prejuízos irreversíveis causados a saude pelos incansáveis motores que bombeiam as águas e a jogam para as ruas,tornando a nossa a cidade ainda mais cheia de lama.

Acredito que por onde passa esse saneamento, vai aumentando o número das histórias trágicas escrita por essa empresa.

O resultado final é preocupante, pois em vários locais que foram abertos para a colocação das tubulações, notamos o afundamento da terra. Só na rua em que resido, foram três afundamentos...

Qualquer pessoa, ainda que leiga percebe a inoperância e o péssimo trabalho, que está sendo realizado.

Mas o que mais me preocupa, não è tão somente o péssimo trabalho na realização dessa obra e as suas conseqüências, mas sim o silêncio da população e a falta de fiscalização dos órgãos municipais responsáveis por nossa cidade.

Agimos não como povo e sim como uma verdadeira plateia ,diante de tanta arbitrariedade e incompetência.

As vozes contrárias , não passam das paredes das casas e das calçadas .

Está na hora de sacudirmos como um terremoto, não a terra ou mar, mas sim as injustiças, a corrupção e a nossa falta de participação social.

Everton Freitas

sábado, 2 de abril de 2011

OS RATOS

Uma nuvem negra pairou sobre a cidade
um ar sombrio escureceu os olhares
as vidas enfraquecidas,
as sujeiras pelas ruas
e os ratos fizeram a festa.
porque a sujeira estava por todo lado
dominava e aumentava a escuridão.
os ratos passeavam e a vida adoecia... a escuridão continuava!
e o povo tambem virou rato,
porque se escondia na sujeira que a cercava.
Um buraco negro
dentro toda sorte de sujeira,
asneiras tornaram-se normais...
e sujeira aumentou ainda mais.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EAD-UFC -ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR

O curso em Gestão escolar promovido pela UFC em parceria com o Governo Federal e municipios só vem a estimular mais os gestores à importância da formação continuada e a troca de experiências.O curso que foi iniciado no ano passado, conta com turmas de alunos de várias cidades do Ceará, inclusive Fortaleza.
Segundo a fala dos próprios cursistas é importante esse trabalho de formação com os gestores e da experiência no dominio das novas tecnologias, já que o curso é semi-presencial e a maioria das atividades são feitas via internet.
http://www.virtual.ufc.br/gpege/geses_acesso-ao-curso.aspx

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É DIFICIL

È difícil pensar que um dia vamos sair do lugar que gostamos, distanciar das pessoas que conhecemos e que criamos vínculo ao ponto de se fincarem no coração.

Das conversas no banco da praça, das conversas dentro da TOPIC e até do silencio que de vez enquanto nos acometia...

È difícil deixar de olhar no percurso as casas, o cotidiano das pessoas, o vai e vem de carros, das motos, das carroças de água.

Um almoço que era muito mais do que um almoço, que de repente virava tribunal com a batidas nas mesas e passava-se a julgar todo o tipo de assunto, Mas que de repente era cortado com as risadas e gargalhadas dos presentes movidos pela garfe do dia ou simplesmente pelas conversas inusitadas e muitas vezes de duplo sentido...

Ah uma simples vaquinha, uma simples festinha, tudo era motivo para se debater a mesa...

E no findar do dia, nada de tristeza, constrangimento, ou remorso, apenas sorrisos, gargalhadas e se houve choro por algum desentendido ou palavra mal colocada, houve também o perdão, se as palmas viraram lágrimas, os risos nunca se transformaram em choro, apenas o desejo de mudar, de transformar o que era bonito em maravilhoso..Se erramos, erramos com a certeza de fazer o que é certo, se sorrimos , sorrimos sabendo que a tristeza pode durar uma noite , mas a alegria vem ao amanhecer.

Agradeço a todos que ficam, porque levo consigo o presente de conhecer vocês.

Everton Freitas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

TETO AZUL

TETO AZUL

Jorge Ramires Fortunato, seu Jorge, como era conhecido, um homem dos seus cinqüenta anos, alto, magro, cabelos grisalhos e metido a intelectual.

Como em um despertar de um sonho,estava dentro de um ônibus procurando pelo número de sua cadeira descrita na passagem que havia comprado para realizar seu sonho, viajar até sua cidade natal, rever seus amigos, e poder fazer as coisas que tanto sentia saudades.Isso se concretizava pela insistência do pessoal com quem ele trabalhava em uma repartição pública.

Ao transitar pelo corredor do ônibus, podia perceber que o ônibus não era um dos piores, as cadeiras ainda traziam consigo um cheirinho de novo e ainda podia usufruir uma TV com DVD.

.Até chegar a sua cadeira, Jorge ia olhando para cada passageiro que já estava acomodado, buscando adivinhar o trajeto de cada um.

Até que enfim Jorge acha a sua cadeira.Ao seu lado está um rapaz alto, moreno, usando um boné preto. Jorge acomoda-se e tenta não ser incômodo, baixa a cadeira a ponto de poder relaxar e começa a olhar pela janela o céu anil e cheio de nuvens. Nesse meio tempo seu olhar traspassa as nuvens e começa a relembrar os momentos em que, quando criança brincava em sua terra natal. Suas travessuras passavam em sua mente como em um filme, a ânsia de chegar misturava-se com a nostalgia... Que de repente é interrompida por uma parada brusca do ônibus, para receber mais um passageiro.

Jorge continua olhando vagamente pela janela do ônibus e relembrando seu passado, quando é interrompido por um palmadinha no ombro.

.Desta vez era homem explicando, que aquela cadeira que Jorge estava na realidade, era a sua de origem.

Jorge um pouco atônito não hesitou e levantou-se em busca da sua real cadeira. No trajeto ficou se perguntando com isso havia acontecido e ao mesmo tempo se auto respondendo ,com justificativas como: a idade vai chegando, a ansiedade da viagem...Mas depois diagnosticou que há muito tem vinha sofrendo com sua falta de memória e ao encontrar sua cadeira deu o assunto por encerrado.

Olhou disfarçadamente para o seu novo companheiro de lugar, um homem de aparência exótica, olhos esbugalhados, nariz extremamente grande e vestimentas estilo anos 70.

O novo companheiro de viagem parece que já o estava esperando, foi logo se afastando e descarregando sucessivas perguntas sobre a vida de Jorge e antes que fosse respondida a primeira ,outra já lhe era proferida, sempre com a afirmação do companheiro­- Parece com minha vida.

Com o passar do tempo Estenilau e Jorge já estavam bem íntimos, quando Jorge lembrou-se do episódio em que trocara de cadeira dentro do ônibus.

.Começou a falar do seu recente hábito de esquecer as coisas, e Estenilau sempre afirmava:

- Eu também sou desse jeito.

Estenilau começou a perguntar como era a casa de Jorge.

_ A minha casa é pequena, porém aconchegante, possui dois quartos onde um tem o teto pintado de azul, onde passo horas deitado em minha cama, olhando para ele. Sem contar que minha cama é similar a minha de infância e ao seu lado está uma cômoda onde sempre está uma agenda, surrada pelas buscas incessantes de números e endereços que minha memória não aprende.

Quando Jorge ia descrever a sua cozinha dá um pulo da poltrona e exclama em voz alta.

­­­­­­-Meu Deus, meu fogão! .

Estenilau mesmo sem entender o momento faz sucessivas perguntas que devido a sua voz fanha tornou o momento ilário.. Meu fogão!Acho que deixei o fogão ligado e agora o que vou fazer?- Disse Jorge.

Não tem problema sua mulher apaga -respondeu Estenilau.

Este é o problema eu não tenho mulher, sou solteiro e antes que você pergunte, não tenho empregada e moro só, eu e Deus.

- Mas agora o que eu farei, a casa pode ser incendiada?!

Liga para a vizinha -Sugeriu o,companheiro de viagem

-Não posso, esqueci o número da vizinha e meu celular que tem o número dos meus amigos também deixei em casa - Comentou desesperado seu Jorge.

-Eu também sou desse jeito, esquecido-Falou Estenilau.

O tempo ia passando e a angustia aumentando, cada solução pensada por Jorge, trazia consigo, outra de pessimismo.

Foi aí que seu amigo fez um questionamento:

-Será que você realmente esqueceu o fogão aceso?

Jorge ficou atônito, um fio de esperança tomava conta daquela ansiedade, havia essa probabilidade e esta servia agora de calmante, a situação que estava quase incontrolável, toma outro rumo. Mais calmo Jorge começa a fazer a retrospectiva dos seus passos antes da viagem, o esforço apesar de grande era em vão, sua memória não conseguia lembrar-se de nada. De repente tudo volta ao “normal”, a preocupação recomeça... A única saída era parar o ônibus e voltar o mais rápido possível para casa, a viagem seria interrompida, as lembranças de infância, a saudade, os reencontros , tudo isso por água abaixo, devido ao seu esquecimento, misturavam-se os sentimentos de raiva e remorso.

Nesse instante com mais de 200 km percorridos ,Jorge resolve levantar-se do seu lugar, todos o olhavam admirados, pois já sabiam do acontecido. A senhora de óculos ao lado escutara a conversa e assim foi-se espalhando o acontecido.

Os passageiros foram se se solidarizando com Jorge e várias idéias e celulares foram oferecidos.

Quando de repente um homem grita: - Pare este ônibus.

A voz vinha do final do corredor um homem moreno, alto forte, identificando como bombeiro, saltou de sua poltrona e foi falar com o motorista, alegou que aquele poderia ter sua casa incendiada e o incêndio poderia se alastrar e provocar uma tragédia.

Começa a passar um filme pela cabeça de Jorge , na sua mente o seu nome já percorria os canais de televisão e todos os jornais importantes davam noticias da tragédia em primeira mão.

O motorista amedrontado pára o ônibus, seu Jorge dar um suspiro, vira-se para Estenalau que balança a cabeça e diz: - Vai dar certo.

Jorge pega suas coisas, olha ao seu redor, as pessoas olham para Jorge como quem diz:estamos torcendo por você.Aperta na mão do seu amigo e sai como um Super-Herói que precisa cumprir sua missão.

Agradece ao motorista e faz a pergunta ao mesmo:- Falta quantos quilômetros para chegar a Potiassu?

O motorista olha espantado para João e diz: nós não estamos indo para Potiassu e sim para Poti.

Jorge fica mais espantado do que o motorista, começa a auto flagelar-se, pois achava que havia esquecido o próprio nome de sua terra natal,porém o que ele não lembrava era que muitos outros municípios haviam surgido e Poti era um deles; e que antigamente sua terra natal era chamada carinhosamente de Poti.

Parado em posto de gasolina, Jorge começa a analisar sua falta de sorte ou de memória, de sorte não seria, pois pouco tempo depois, pára um táxi que estava indo para a cidade onde ele morava e Jorge aproveitou .Esquecera até do fogão aceso e os riscos que sua casa e os vizinhos estavam sujeitos.

A viagem foi a mais rápida que já fez, não deu tempo nem de conversar com o motorista. Ao chegar em casa foi logo aguçando o olfato para ver se sentia cheiro de queimado.Abriu a porta o mais rápido possível, deixou até sua bagagem na entrada e correu para a cozinha,ao passar pela sala seu coração começou a bater mais forte sentira um pequeno cheiro de queimado,já não corria mais,andou um pouco farejando a origem do cheiro para saber se realmente era verdade ou era coisa do seu psicológico.Ao entrar na cozinha, sentiu um enorme alívio, o fogão estava apagado, apenas um resto de comida encima dele.Mas ainda sentira o cheiro de fumaça e onde há fumaça há fogo!Foi aí que olhou para o canto da cozinha e lá estava o motivo de toda aquela confusão. Jorge havia acendido uma vela de 7 dias para o seu santo padroeiro Santo Expedido, o santo das causas perdidas,pois como sua memória era muito fraca sempre apelava para o Santo,ainda que nunca conseguisse lembrar -se de nada.

Depois daquele dia muito confuso, Jorge deitou-se em sua cama, olhou para o teto e começou a pensar novamente em sua infância na sua cidade natal, nos seus amigos e acabou adormecendo...

No outro dia ao chegar no trabalho todos se admiraram, pois Jorge não tinha viajado e ainda esquecera que estava de férias, voltando assim para o trabalho.

Everton Freitas