sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O COVARDE

Era uma vez um homem tão covarde

Tão covarde, tão covarde,

Que só chegava cedo porque tinha medo de chegar tarde.

Nunca disse a verdade,

Como todo covarde.

Mas, mesmo assim

Se alguma coisa negava

Era por medo de dizer sim.

E porque temia o umbigo

Pelas costas apunhalou seu amigo

Sorriu sua vida inteira para o patrão

E nunca lhe disse NÂO!

Temia a policia mesmo sem ser ladrão

,Pois vejam que coincidência,

O medo lhe pesava na consciência

De tudo que ganhava nem tudo declarava

Por medo do que o estado lhe tirava.

A verdade só falava quando lhe era conveniente

Era igual a todo mundo com medo de ser diferente

Como era covarde , aquele homem.

Mas , vejam só....

...tão covarde quanto a gente.

(Mino)