Era uma vez um homem tão covarde
Tão covarde, tão covarde,
Que só chegava cedo porque tinha medo de chegar tarde.
Nunca disse a verdade,
Como todo covarde.
Mas, mesmo assim
Se alguma coisa negava
Era por medo de dizer sim.
E porque temia o umbigo
Pelas costas apunhalou seu amigo
Sorriu sua vida inteira para o patrão
E nunca lhe disse NÂO!
Temia a policia mesmo sem ser ladrão
,Pois vejam que coincidência,
O medo lhe pesava na consciência
De tudo que ganhava nem tudo declarava
Por medo do que o estado lhe tirava.
A verdade só falava quando lhe era conveniente
Era igual a todo mundo com medo de ser diferente
Como era covarde , aquele homem.
Mas , vejam só....
...tão covarde quanto a gente.
(Mino)
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